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ELEIÇÕES 2026 Rondonópolis corre o risco de não eleger nenhum deputado federal ou senador

Rondonópolis sempre foi considerada uma cidade “politizada” e desde o início dos anos de 1980 tem mantido um relativo protagonismo no cenário político de Mato Grosso. Mas essa realidade tem mudado ao longo dos últimos anos e, pela primeira vez, a cidade corre o risco de não eleger nenhum deputado federal ou senador nas eleições deste ano.

Mesmo sem querer aprofundar ou especular sobre as causas desse fenômeno de diminuição da importância política e de representatividade da cidade, até para não cometer erros grosseiros, entendemos que a “qualidade política” dos atuais representantes com mandato e outros influentes nos bastidores contribuem diretamente para esse quadro.

No caso dos deputados federais, hoje Rondonópolis tem o ex-vereador Rodrigo da Zaeli, que assumiu no lugar do ex-deputado federal Abílio Brunini, que por sua vez deixou o cargo pra assumir a prefeitura de Cuiabá, e o ex-patrulheiro rodoviário José Medeiros, ambos do PL.

Zaeli tem chances mínimas de se reeleger, visto que teve votação pífia na última eleição de 2022, quando obteve apenas 6.965 votos e só assumiu por conta da saída de Brunini. Já José Medeiros insiste em sair candidato ao Senado, algo legítimo e que deve ser oportunizado por seu partido, mas a chance de se eleger é mínima. Caso saia à reeleição, tem mais chances, mas não dá sinais de querer desistir do intento ao Senado.

Entre as novidades está o vereador Ibrahim Zaher, que poderia sair pelo MDB e ocupar um espaço que o partido historicamente tem, tendo elegido diversas vezes o ex-todo poderoso Carlos Bezerra, mas ele não tem dado sinais que pretenda assumir essa candidatura.

O agora vereador Wendell Giroto, do PT, tem anunciado a intenção de ser candidato a deputado federal e realmente é um bom nome, reunindo as qualidades necessárias para o exercício de um bom mandato, mas precisa combinar isso com es eleitores e suas chances de sucesso nas urnas é mínimo, já que não é unanimidade nem dentro de seu partido no município.

Comenta-se que a ex-primeira-dama Neuma de Moraes possa sair candidata a deputada federal e conseguindo repetir a votação expressiva que teve da última eleição, quando chegou a impressionantes 44.931 votos, dos quais 29.614  votos em Rondonópolis, pode até ter chances, mas além desse desafio, é preciso conquistar novos votos, o que pode ser muito difícil para quem está fora do poder. Levando em consideração que anda sumida dos noticiários, há de se conjecturar que possa nem sair de fato candidata.

Diante desse quadro, o risco de a cidade ficar sem nenhum representante na Câmara Federal é muito grande e, é óbvio que novos nomes podem surgir e que o próprios Medeiros pode desistir da corrida ao Senado, mas estamos falando de conjecturas, e essa possibilidade existe.

No caso do Senado a cidade tem Wellington Fagundes (PL), que ainda tem um período de mandato até 2030, mas tem aparecido bem nas pesquisas pré-eleitorais e deve mesmo sair candidato a governador, deixando a cidade sem seu único representante na Câmara Alta.

Fora José Medeiros, que já analisamos anteriormente, dificilmente outro nome rondonopolitano surja para essa disputa.

Então, de fato e de concreto, Rondonópolis corre um sério risco de ficar sem representantes na Câmara Federal e no Senado a partir do ano que vem.