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Cibear atinge lotação máxima e suspende temporariamente recebimento de novos animais

O Centro Integrado de Bem-Estar Animal (Cibear) de Rondonópolis informou que atingiu sua capacidade máxima de lotação e, por isso, está temporariamente impossibilitado de receber novos animais. A situação, segundo a coordenação da unidade, é resultado do aumento expressivo no número de resgates e de animais errantes, intensificado principalmente no período de final de ano.

Mesmo com o funcionamento contínuo das ações de castração, atendimentos clínicos e adoções, o volume de animais acolhidos ultrapassou o limite físico e operacional da estrutura. De acordo com o CIBEAR, alguns perfis de animais têm maior dificuldade de encaminhamento para adoção, o que reduz a rotatividade de vagas.

Entre os que permanecem por mais tempo na unidade estão animais idosos, doentes ou que necessitam de tratamento contínuo, além de animais de grande porte, que demandam baias específicas e uma estrutura diferenciada.

“Esses fatores impactam diretamente a liberação de vagas e contribuem para a permanência prolongada dos animais já acolhidos”, informou o centro em nota.

Apesar da superlotação, o CIBEAR esclareceu que os serviços previamente agendados seguem normalmente. As castrações e os atendimentos clínicos continuam sendo realizados conforme o cronograma estabelecido.

A instituição também destacou que é uma das maiores estruturas públicas de bem-estar animal do Estado de Mato Grosso, tanto em número de baias quanto em volume de atendimentos realizados, sendo referência estadual na área. Ainda assim, o alto índice de abandono tem superado a capacidade máxima de acolhimento.

Diante do cenário, o CIBEAR solicitou apoio e compreensão dos órgãos parceiros e forças de segurança, como a Polícia Militar Ambiental, JUVAN, Corpo de Bombeiros, Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) e demais entidades, para que a condição de lotação total seja considerada durante diligências e encaminhamentos.

A coordenação reforça que a medida visa preservar a saúde, o manejo adequado e o bem-estar dos animais já acolhidos, além de garantir que o atendimento seja feito de forma segura, responsável e compatível com os princípios de proteção animal.