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Eleições para presidente, senadores, deputados federais e estaduais irão movimentar cenário político em 2026

Em 2026 os eleitores brasileiros irão votar para eleger presidente da República, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais. O assunto já vem ocupando espaço nas rodas de conversa e na imprensa, mas deve movimentar ainda mais os bastidores da política e tomar as ruas, dominando os debates no decorrer do ano.

As convenções partidárias para a escolha dos candidatos devem acontecer somente entre os dias 20 de julho e 5 de agosto e o primeiro turno da eleição será no dia 4 de outubro e os possíveis segundo turnos no dia 25 de outubro, mas grande parte dos futuros candidatos já estão nas ruas e nas redes sociais divulgando seus nomes e articulando suas candidaturas.

No cenário nacional o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desponta como favorito ao páreo e até o momento não tem um candidato já consolidado para chamar de adversário, mas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, ambos do PL, foi anunciado como o candidato do chamado “bolsonarismo”, mas não obteve apoio sequer de seu partido. Caso realmente se torne candidato dessa faixa do eleitorado, pode ser bem votado e até impedir um quarto mandato de Lula.

Outros nomes como os governadores Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado também pleiteiam uma candidatura presidencial, mas a maioria destes devem mesmo tentar outros cargos.

Em Mato Grosso o senador Wellington Fagundes (PL) aparece liderando as intenções de votos para governador, seguido de perto pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O mais provável é que acabem se unindo, pois são políticos matreiros e sabem que disputam o voto do mesmo eleitorado e, caso se dividam, podem entregar o ouro para uma terceira candidatura.

A médica Natasha Slhessarenko (PSD) e o senador Jayme Campos (UB) também articulam possíveis candidaturas e outros nomes ainda podem despontar nesse campo político mais ao centro e podem levar a esquerda junto.

Para o Senado o atual governador Mauro Mendes (UB) é o franco favorito, seguido pela deputada estadual Janaina Riva (MDB) e mantido esse cenário, devem ganhar as duas vagas que estarão em disputa com tranquilidade. O deputado federal José Medeiros (PL) tenta entrar na disputa, mas deve mesmo concorrer à reeleição para não correr o risco de perder a mamata do cargo que tem atualmente.

Outros nomes ainda se articulam, como o empresário Antônio Galvan (PTB), mas com menos expressão política e podem acabar aceitando alguma suplência dos candidatos favoritos nesse páreo.

Entre os deputados federais nomes como os dos deputados Emanuelzinho e Juarez Costa, ambos ainda no MDB, devem conseguir uma reeleição tranquila, mas os demais precisam correr muito atrás dos votos, pois não conseguiram se firmar no Congresso e nem apresentar projetos relevantes e que beneficiem à população de um modo geral.

A ex-deputada Rosa Neide e a ex-primeira-dama de Rondonópolis Neuma de Moraes podem ter votações suficientes para se elegerem, visto que foram bem votadas na última eleição e não há sinais evidentes de desgaste com seus eleitores. O Chefe da Casa Civil Fábio Garcia (UB), devem ser candidatos e se conseguir repetir a votação que obteve em 2022, deve se eleger com tranquilidade.

Os atuais deputados estaduais são naturalmente os favoritos e nomes como Sebastião Rezende (UB), Nininho (PSD) e Thiago Silva (MDB) são nomes que acumulam desgastes como todos os políticos profissionais, mas como já dito, largam com vantagem sobre os demais candidatos, já que contam com a estrutura dos cargos para se perpetuarem no poder.

Entre as “novidades” se destaca o nome da primeira-dama rondonopolitana Alessandra Ferreira, cujo principal feito é ser a esposa do prefeito Cláudio Ferreira (PL), com condições de se eleger, contando como principal combustível o apoio do esposo, que quer uma deputada para chamar de sua. Muitos outros nomes devem surgir ainda, mas os principais nomes devem ser esses.

Como a política é como as nuvens, que numa hora estão num lugar e outra hora estão noutro, tudo pode mudar ainda, afinal estamos apenas no início do ano, mas 2026 promete ser um prato cheio para os analistas e aqueles que acompanham a política.

E nós vamos estar de olho!