O prefeito José Carlos do Pátio (PSB) se uniu ao presidente do Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear), Paulo José Correia, e também defendeu o caráter público dos serviços de água e esgoto na cidade. O que motivou as declarações de ambos foi a aprovação e sanção de um projeto que prevê a privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), empresa pública que atende dezenas de milhões de pessoas e que deve ser entregue em breve para a iniciativa privada.
“Eu quero falara aqui do meu repúdio ao governo Tarcísio (de Freitas) e à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo pela privatização da Sabesp”, externou Pátio, que defende que serviços essenciais para a população como a captação, tratamento e distribuição de água e a gestão do esgoto seja gerido pelo poder público.
A ideia é que quando os serviços permanecem públicos, o lucro obtido com a cobrança dos serviços acaba voltando para a população na forma da melhoria dos serviços para os usuários, enquanto em caso de privatização, todos os lucros iriam para os donos da empresa que compra os direitos de explorar os serviços.
“Em Rondonópolis o serviço é 100% público e é de qualidade, conta com a aprovação da população. O transporte público também é um exemplo de que o poder público pode gerir bem esses e garantir o acesso da população à serviços essenciais, como o saneamento básico e o transporte”, declarou o gestor.
Repúdio à prisões
Pátio também diz considerar um absurdo que lideranças populares permaneçam presas após protestarem contra a aprovação da lei privatista na Assembleia paulista, depois de uma confusão envolvendo manifestantes e a Polícia Militar.
“Não concordo com a prisão de Lucas Borges Carvente e do Hendryll Luiz. Quero deixar aqui a minha indignação. É um direito deles se expressar contra a venda e em defesa de uma água pública, uma energia pública. Em São Paulo Estão vendendo tudo. É por isso que a energia deles é ruim”, diz o prefeito, referindo-se ao fato de que o serviço de fornecimento de energia elétrica do estado também ser privatizado e estar sobre forte crítica da população, por conta da péssima qualidade dos serviços prestados à população, como também acontece em Mato Grosso.
Outro que já se manifestou contrário à possibilidade de privatização do serviço de saneamento foi o presidente do Sanear, Paulo José, para quem é o fator do serviço ser público que garante a qualidade dos serviços prestados. “Nós temos aqui em Rondonópolis um Sanear que tem um serviço essencial, eficiente e público. E também uma das menores tarifas do estado. Não podemos deixar cair em mãos erradas”, defendeu.